segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Caixa Mágica...
Ler é uma dádiva... Compartilhar emoções descritas por outra alma. Ler pequenos
recados ou grandes cartas de amor, tudo tem sabor. Sempre tive a mania de guardar bilhetinhos na minha ‘caixa mágica’... Guardava-os feito jóias raras, então, um belo dia abria aquele cofre de emoções e relia um a um! Aprendi que ler também é reviver. A gente também lê pessoas, olhos, lábios e desejos. Lemos o mundo o tempo todo, seja com os olhos, com as mãos ou com a emoção. A intuição é uma outra forma de leitura... Sentimos, deciframos e decodificamos uma sensação, lemos uma situação com a genialidade do coração. Ler é caminhar pelas entrelinhas da estrada da vida.
Lígia Guerra
sábado, 19 de novembro de 2011
19 DE NOVEMBRO: DIA DA BANDEIRA
No dia 19 de novembro comemora-se, no Brasil, o dia da bandeira.
A criação da data foi em razão da Proclamação da República, no dia 15 de novembro de 1889, quando a bandeira foi apresentada. O Decreto número 4 deu legitimidade à bandeira como símbolo nacional.
A primeira bandeira do Brasil foi criada em 18 de setembro de 1822, mas como não era oficial, perdeu lugar para o novo modelo. Mas a primeira bandeira hasteada em solo brasileiro foi a da Ordem de Cristo, vinda de Portugal.
As bandeiras têm diferentes significados e representam coisas distintas, como grupo, cidade, estado, país, instituição comercial, time de futebol, mas podem apresentar elementos comuns.
Os países, por exemplo, são representados por bandeiras que trazem significados comuns, como as cores, por exemplo Geralmente o azul é a cor que simboliza a nobreza, já o vermelho representa os movimentos revolucionários.
O Brasil já teve vários modelos de bandeiras ao longo dos seus 509 anos de existência. No atual, o verde simboliza nossas matas, o azul nosso céu, o amarelo nossas riquezas, as estrelas são os estados do país e o branco a paz. Este modelo foi criado por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos.
As primeiras bandeiras foram vistas nas antigas civilizações, onde os povos as utilizavam para representar seus exércitos, os responsáveis pela defesa do país. Serviam para evitar que os exércitos fossem confundidos com outras armadas. Isso fez com que se evitassem a morte de centenas de soldados, pois os exércitos aliados conseguiam identificar os grupos de soldados que não eram seus inimigos.
Algumas bandeiras apresentam características especiais, de acordo com as tradições do país.
A do Japão é branca, com um círculo vermelho ao centro, que simboliza o sol. Por isso o país é chamado de Terra do Sol Nascente.
A bandeira da Arábia Saudita possui uma frase que quer dizer que no país “existe só um Deus e Mohamed é seu profeta”.
O Nepal tem uma bandeira com o sol e a lua, que significa que o país existirá enquanto os dois astros existirem.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
A JANELA
Na janela lá de casa,
Existem flores a enfeitar,
Onde as pétalas balançam com
a brisa a passar.
A janela lá de casa,
sempre deixo aberta para
não me entediar,
A janela lá de casa,
Parece um quadro a se formar,
Com a paisagem a entrar,
Na janela lá de casa,
Não há noite que entristeça,
E nem deixa que a moradora padeça,
A janela lá de casa,
É um convite a olhar,
Para a vida que está sempre a passar!
Existem flores a enfeitar,
Onde as pétalas balançam com
a brisa a passar.
A janela lá de casa,
sempre deixo aberta para
não me entediar,
A janela lá de casa,
Parece um quadro a se formar,
Com a paisagem a entrar,
Na janela lá de casa,
Não há noite que entristeça,
E nem deixa que a moradora padeça,
A janela lá de casa,
É um convite a olhar,
Para a vida que está sempre a passar!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
GRANDES NOMES DA LITERATURA PARANAENSE
Helena Kolody foi admirada por Drummond
Cristóvão Tezza coleciona diversos prêmios
Seja em versos ou em prosa, o Paraná está nas páginas de muitas obras literárias de destaque. Grandes nomes da literatura saíram do estado para ganhar destaque nacional e internacional, colecionando prêmios importantes e reconhecimento. A seguir estão alguns dos nomes mais consagrados da literatura paranaense, reconhecidos não apenas por seus leitores, mas também pela crítica e por grandes escritores.
Paulo Leminski
Um dos mais célebres poetas paranaenses, é dono de uma extensa e relevante obra. Inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos ou brincando com ditados populares. Teve composições musicais gravadas por nomes como Caetano Veloso e Moraes Moreira.
Dalton Trevisan
Tão talentoso quanto enigmático, Dalton Trevisan é considerado um dos mestres brasileiros no gênero de contos. É autor de obras premiadas como ‘Novelas Nada Exemplares’ e ‘Cemitério de Elefantes’. Em 1996 recebeu o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto de sua obra. Totalmente avesso à mídia, não dá entrevistas e não se deixa fotografar.
Helena Kolody
Uma das poetisas mais importantes do Paraná, foi a primeira mulher a publicar haicais no Brasil, em 1941. Foi admirada por poetas como Carlos Drummond de Andrade e Paulo Leminski, com quem manteve uma grande relação de amizade. Fez parte da Academia Paranaense de Letras e tem em seu currículo mais de 20 obras publicadas.
Emilio de Menezes
Nascido em Curitiba, o jornalista e poeta Emilio de Menezes chegou a ser considerado o principal poeta satírico brasileiro depois de Gregório de Mattos. Com um trabalho voltado para a sátira, a ironia e com a temática da morte, foi o único representante do movimento parnasianista no Paraná . Ocupou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.
Emiliano Perneta
Outro grande nome da poesia paranaense, começou influenciado pelo parnasianismo. Publicou artigos políticos e literários e passou a incentivar em Curitiba a leitura do escritor Baudelaire, fato marcante para o surgimento do simbolismo no Brasil. Após morar em São Paulo e Rio de Janeiro, voltou a Curitiba, onde foi aclamado ‘príncipe dos poetas paranaenses’.
Alice Ruiz
Foi casada com o poeta Paulo Leminski, mas não é apenas daí que advém sua fama. Escritora e tradutora de haicais, tem 19 livros publicados, entre poesias, traduções e uma história infantil. Compõe letras musicais, tendo mais de 50 músicas gravadas por parceiros e intérpretes. Lançou em 2005 seu primeiro CD, com participações de Zélia Duncan e Arnaldo Antunes.
Cristóvão Tezza
Um dos principais nomes da literatura paranaense contemporânea, publicou em 1988 o romance ‘Trapo’, que o tornou conhecido nacionalmente. Em 2007, o romance ‘O Filho Eterno’ recebeu o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de melhor obra de ficção do ano, sendo seguido de várias outras premiações.
Domingos Pellegrini
Nascido em Londrina, onde vive até hoje, Domingos Pellegrini é romancista, contista, cronista, poeta, jornalista e publicitário. As narrativas de tropeiros, mascates e viajantes na região Norte do Paraná são a base de seus contos e de seu universo romanesco. Entre suas obras destacam-se ‘O Caso da Chácara Chão’ e ‘O Homem Vermelho’, que receberam o Prêmio Jabuti.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo (08/11/2011)
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
DIA DAS BRUXAS: HALLOWEEN
O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.
História do Dia das Bruxas
A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).
Símbolos e Tradições
Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.
As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.
Halloween no Brasil
No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.
Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado.
Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).
História do Dia das Bruxas
A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).
Símbolos e Tradições
Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.
As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.
Halloween no Brasil
No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.
Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado.
Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Acordar, viver
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
"DIA "D" CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE"!!!!
Esta segunda-feira, dia 31 de outubro, é um dia muito especial para a literatura brasileira. Um dos nossos maiores poetas, Carlos Drummond de Andrade, ganhou este dia só para ele. Hoje é o "Dia D", o "Dia Drummond", que vai ser comemorado em sete cidades brasileiras (Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Paraty e Itabira), além de Lisboa, em Portugal.
O que os organizadores pretendem é que o "Dia D", dia do aniversário do poeta, seja um dia dedicado à obra dele. A partir deste ano, todo dia 31 de outubro, então, será "Dia D" e vai haver uma vasta programação sobre a obra de Drummond nas várias cidades: exposições com fotos e desenhos dele, filmes sobre o poeta Drummond e leitura de poemas. Na estátua de Drummond, em Copacabana, também deve aumentar o número de visitantes, apesar da chuva.
Drummond tinha até um verso sobre o aniversário, ele dizia o seguinte: ‘O tempo passa? Não passa. São mitos do calendário, tanto ontem, como agora. Teu aniversário é um nascer a toda hora”.
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